sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Resident Evil 5

Demorou um pouco, mas finalmente Resident Evil 5 está entre nós, trazendo várias melhorias à sua fórmula e algumas boas novidades , aprofundando-se ainda mais em sua mitologia ao amarrar pontas soltas do game de quatro anos atrás.
A trama é com certeza o grande trunfo do game, capaz de absorver não só os fãs de longa data da série, mas também marinheiros de primeira viagem. Como este já é o oitavo título canônico e alguns eventos passados podem estar apagados na memória dos veteranos , o jogo traz arquivos em texto sobre a mitologia completa da franquia para relembrar fatos e situar os novatos. Isto é importante porque a narrativa não se acanha em despejar referências a jogos anteriores ou apresentar flashbacks reveladores, mantendo o importante senso de progressão da série.
Há uma grande riqueza de locais - desde minas, tribos, manguezais, portos e ambientes industriais - e também de inimigos, que surpreendem pela vivacidade e caracterização.
O áudio também é bastante complexo, aproveitando-se de vários canais para bombardear os ouvidos do jogador com informações por todos os cantos, causando um envolvimento digno de filmes como "Falcão Negro em Perigo" - para citar uma das várias semelhanças. Só mesmo a dublagem deixa um pouco a desejar, ainda mantendo um certo ar de canastrice dos primeiros exemplares, com várias frases feitas e reações pouco convincentes.

Além das mudanças de mecânica trazidas pelo esquema de parceria, há uma tentativa de aproximar mais o jogo da ação com várias situações de combate contra múltiplos inimigos, se focando menos na resolução daqueles problemas inverossímeis do passado. Infelizmente ela é pouco eficiente, se baseando somente em esquemas de controles novos opcionais que se assemelham ao de jogos como Gears of War.
O problema é que, além ter a visão do lado esquerdo comprometida, você tem o reflexo natural de controlar Chris ou Sheva como Marcus Fenix, quando eles não possuem a mesma agilidade do herói futurista da Epic. 
É algo que não deve incomodar os veteranos da série, mas pode irritar aqueles acostumados com toda a agilidade e rapidez dos jogos de tiros modernos. De qualquer forma parece ter sido uma atitude planejada da Capcom, para travar um pouco o personagem e criar tensão de forma artificial. Como não há muitos momentos de real suspense na trama e a preocupação em estocar munição foi bastante reduzida, o sufoco agora reside na limitação dos personagens em reagir aos constantes ataques inimigos, que vem de todos os lados. É uma aposta um pouco preguiçosa, há de se admitir, mas que acaba funcionando como planejado - há muitos momentos de sufoco quando se você se vê incapaz de se proteger e reagir das agressões rapidamente.
Veja o trailer do Resident Evil 5:

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